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terça-feira, 4 de setembro de 2007

Baixa um disco!

  Ando postando pouco por aqui, né? Mas é só por enquanto mesmo, porque que mudanças virão em breve.
  Eu tenho um site com rotação de mp3s e downloads estáticos também, de J-music. E esse post é, na verdade, só para avisar de uma atualização completa que eu fiz. Então, quem gosta de J-pop e J-rock, visite o Piano Bar, que está todo renovado. :D

  Atualmente, estes são os artistas que você encontra lá:
  12012, 54 NudeHoneys, Ai Otsuka, An Cafe, Cubic U, D, DA PUMP, Digimon, ELLEGARDEN, Gackt, HIGH and MIGHTY COLOR, HIZAKI grace project, Kana, Merry, Miyavi, MUCC, Nightmare, Orange Range, Phantasmagoria, Tokyo Jihen, Utada Hikaru, vidoll, X Japan.
  E a lista está crescendo ;)

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Festival de Inverno Bahia

   A edição desse ano do Festival de Inverno Bahia, a terceira, aconteceu nos dias 17, 18 e 19 de Agosto aqui em Vitória da Conquista. Queria escrever sobre isso, mas acabei descobrindo que é mais difícil do que eu pensava. Então, aqui vai meu resumido comentário.
   Acho que o ponto mais negativo foi um público menor que o esperado, ao menos por mim. Tenho a impressão de que esse foi o ano mais vazio. Se estiver equivocada, uma coisa eu garanto, o público poderia ter sido bem maior se não fosse por alguns fatores. Primeiro, a escolha das atrações não agradaram muita gente. Mas esse é um ponto delicado, afinal, é uma questão de gosto. Acho que a grande culpa mesmo fica entre o preço dos ingressos, que subiu demais esse ano, e a criação do Festival de Feira de Santana, que atraiu o público daquela região que vinha para Conquista (história da micareta se repetindo?). Espero que a produção acorde com a chegada da concorrência para que no próximo ano o Festival possa crescer.
   Meu julgamento das atrações é muito influenciado pelo meu gosto. Ainda assim vou comentar que os shows do IRA! e de Paralamas do Sucesso com certeza entraram para minha lista de shows preferidos. Não apenas porque é Ira e Paralamas, mas porque foram shows maravilhosos mesmo.
   O Nasi tem uma presença de palco incrível! As músicas do IRA agitam, limpam a alma e ninguém consegue não prestar atenção nas performances deles. Foi o show da Sexta-Feira e tinha cacique para ser de Sábado. Só pra citar momentos marcantes, aquele “tchau tchau tchau” comédia foi ótimo, voltarem cantando Mariana foi pro mar me tirou do sério, ver todo mundo gritar junto “Envelheço na cidade” arrepiou e a versão de Teorema fez muita gente delirar.
   No Sábado, Paralamas conseguiu empolgar todo mundo com os maravilhosos hits da banda. Não por acaso, a galera pirou com Meu Erro e o Hebert ficou lá parado, olhando com cara de espanto para o pessoal, quando a música mal acabou e o coro entoou “Uh! Paralamas! Uh! Paralamas!”. Acredito mesmo que só essas duas bandas tenham valido o festival inteiro. Viva a Sociedade Alternativa!
   Depois, na minha classificação, vem o show de Charlie Brown Jr. Eu sei que a banda sofre um preconceito descomunal, principalmente aqui na cidade. Mas conseguiu agitar muito mais do que outras! Muita gente saiu reclamando que o Chorão falou mais do que cantou, que estava com preguiça, mas acho que falta compreenderem que cada artista tem seu estilo em cima do palco. Tenho certeza que os skatistas que subiram lá e tentaram fazer manobras não concordam com quem criticou esse feito. Acho que muitos fãs sonham em subir ali durante o show da sua banda preferida, fazer algo daquele tipo, e eles deram a oportunidade. As lições do Chorão podem ser clássicas e bobas para muita gente, mas tem uma galera ali que precisa mesmo ouvir esse tipo de coisa, não duvide. Enfim, não adianta ficar reclamando só porque você não gosta do estilo.
   Leoni, Lulu Santos, Dani Carlos: todos foram shows bons, mas que não são exatamente meu estilo preferido para um festival. Gosto de bandas para pular, agitar de verdade. Nem por isso tiro o mérito deles. Vi fãs saírem tão ensandecidos desses shows quanto eu saí dos de IRA! e Paralamas.
   Não assisti Papas na Língua e nem Cláudio Zoli. Preferi curtir nas tendas alternativas. Teve Diamba também, mas, ah, pelo amor de Deus, com o nível dessas outras atrações o que é Diamba, né? Tapa-buraco. Mas agradou a galera que curte, pelo menos isso.
   Agora vamos para a reclamação final, mas que fica como uma sugestão. Tem que haver um meio de avisar o pessoal que está nas tendas alternativas do que está acontecendo no palco principal. Muita gente perdeu pedaços de shows que queria muito ver porque nem sabia que o cantor já tinha começado a apresentação, principalmente os fãs de Leoni, depois da aparição relâmpago de Elomar (rsrs).
   O importante é que valeu! E, se o frio do inverno por acaso chegar, a gente se encontra de novo no ano que vem.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Vôo 3054

  Atrasada, né? Nem vou usar minhas palavras, hoje não. Hoje deixo por conta do Renato Russo:
 
  "'É sangue mesmo, não é mertiolate.' E todos querem ver e comentar a novidade. 'Ó tão emocionante um acidente de verdade.'. Estão todos satisfeitos com o sucesso do desastre: '- Vai passar na televisão.' [...] 'Entendo seu problema mas não posso resolver: É contra o regulamento, está bem aqui, pode ver." Ordens são ordens. [...]" (Metrópole por Legião Urbana)

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Lá na Casa dos Carneiros mora a arte

   O público jovem Conquistense não está habituado à música de Elomar Figueira. Talvez seja o peso do ditado popular "Santo de casa não faz milagre" ou talvez uma estranha falta de interesse ou falha de divulgação. Ninguém sabe explicar com certeza.
   Elomar é músico, conhecido no Brasil e no exterior, e recebeu descrição de Vinícius de Moraes como sendo "um príncipe da caatinga, que o mantém desidratado como um couro bem curtido [...]". Ainda assim, algumas vezes, é possível ouvir comentários a seu respeito tratando-o, muito contrariamente ao título de príncipe, como um desconhecido. Talvez seja ele um príncipe essencialmente diferente ao ponto de tornar-se apenas mais uma pessoa em seu próprio território?
   Não importa qual seu título, é o próprio Elomar Figueira que agora se propõe a abrir olhos há muito tempo adormecidos com a Fundação Casa dos Carneiros. Após a inauguração com o concerto realizado no dia 02 de junho, a Casa, imortalizada pela canção Cantiga de Amigo, é sede da Exposição Portinari. Até o próximo dia 17 o público pode conhecer algumas das principais obras de Cândido Portinari e redescobrir o encanto de um dos maiores artistas do país.
   Ao ouvir observações dos monitores, o visitante conhece os fatos e curiosidades que circundam o autor que viveu e morreu pela arte. Portinari, mártir por morrer intoxicado com suas próprias tintas, soube representar o povo brasileiro de forma única. Navegou por diferenciados temas, bem como caminhou por variadas técnicas e sob variadas influências. No local, essa diversidade é exemplificada por obras como Retirantes e O último Baluarte que recebem a companhia de outras, aparentemente mais inocentes, como Futebol.
   A exposição está aberta, a preço simbólico, para o público geral nos finais de semana. Enquanto isso, nos dias de semana, empresas e escolas têm sua vez.
   É importante citar que a visita de escolas da rede pública ao local, promovidas pela Secretaria de Educação, proporcionam não só o conhecimento da vida e obra do autor como também uma nova visão para muitos jovens que estão distanciados da área pelo ainda existente elitismo artístico. As escolas utilizam-se da visita para desenvolver trabalhos capazes de despertar novos interesses nos alunos que conhecem, discutem e divertem-se ao passear pelas salas, enquanto ampliam conhecimentos sobre seu próprio povo e história.
   Certo é que lá na Casa dos Carneiros nos deparamos com um verdadeiro oásis de cultura no meio de uma característica caatinga. Por isso, se você ainda repete o velho clichê de que Conquista não tem espaço para arte e para o bom gosto, Muda o disco!